Olá Milhena...
Ponto bem levantado, já tinha pensado fazer um post sobre este assunto, mas ainda não tinha posto mãos à obra...
Falemos um bocadinho sobre códigos de barra...
Há vários tipos, vide o que diz o site da GS1 Portugal (entidade que gere os códigos de barras a nível Nacional)
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"Existem diferentes tipos de códigos de barras?
Sim. Mas os códigos de barras do Sistema GS1 são os mais utilizados a nível global.
QUE TIPO DE CODIFICAÇÃO GS1 EXISTE?
A construção de códigos GS1, varia conforme as aplicações:
GS1 GTIN-8 ( EAN-8) – Identifica unidades de consumo de dimensões reduzidas. É atribuído exclusivamente pela GS1 Portugal. Processado pelo POS das lojas.
GS1 GTIN-13 ( EAN-13) – Serve para identificar unidades de consumo e é atribuído pelo detentor do CEP. Processado pelo POS das lojas.
GS1 GTIN-14 ( ITF-14) – Identifica unidades de expedição por forma a facilitar processos de gestão de armazém, tais como inventário, manipulação e preparação de pedidos. É atribuído pelo detentor do CEP. Não se destina a ser processado pelo POS das lojas.
GS1-128 (EAN/UCC-128) – Serve para identificar itens comerciais que não se destinem a ser processados nos POS das lojas, nomeadamente unidades de transporte ou logísticas. É atribuído pelo detentor do CEP.
O que é o código de “peso variável”?
O termo “Itens Comerciais de Peso/Preço Variáveis” é aplicado para descrever produtos, tais como o peixe, a carne, os hortofrutícolas ou outros, vendidos, encomendados ou produzidos em quantidades não nomalizadas. A sua designação correcta é “Itens Comerciais de Medidas Variáveis”. O código de peso variável pode representar, peso, preço ou outras medidas.
O QUE É O “CÓDIGO GS1-128”?
É uma codificação baseada na simbologia GS1-128, destinada a identificar itens comerciais que não se destinem a ser processados nos POS das lojas, nomeadamente unidades de transporte ou logísticas. É atribuído pela própria empresa detentora do CEP e permite identificar informação adicional de forma normalizada, como por exemplo: Datas, Lotes, Quantidades e muito mais. "
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Normalmente o que encontramos no supermercado são códigos de 2 tipos. O EAN 13 (o vulgar 560 - vide imagem retirada do site GS1)para quando se está a falar de unidades de consumo que são fixas, e os códigos de peso variável (por exemplo uma covete com 3 bifes de frango, ou 4 maçãs vai variar de preço consoante o peso desses itens, visto que o valor é cobrado ao Kg de produto.
Como já se frisou, um código 560 não significa que tenha sido feito/produzido em Portugal. Apenas significa que a marca está registada na GS1-Portugal, sendo que 560 é o Código do País e os seguintes 6 digitos são o código da empresa. Por exemplo, reparei que a Palmolive, deve ter usado a estratégia de se registar em Portugal, para poder ter 560 no código, porque reparei uma série de embalagens que tinham o código orgininal por baixo e uma etiqueta nova de papel já com o 560 por cima.
No que aos códigos variáveis se refere, são comuns em hortofrutículas e carnes, e são constituidos da seguinte forma (em que x-são digitos que indicam produto e produtor, v são digitos que compõem o valor, p são digitos que compõem o peso e c é digito de controlo)
26 + xxxxx + vvvvv + c (prefixo 26 - código retalhistas, indica preço final/valor da unidade pesada)
27 + xxxxx + vvvvv + c (prefixo 27 - código produtores, indica preço final/valor da unidade pesada)
28 + xxxxx + ppppp + c (prefixo 28 - código retalhistas, indica peso da unidade)
29 + xxxxx + ppppp + c (prefixo 29 - código produtores, indica peso da unidade)
Aqui vão exemplo que eu tinha disponíveis em imagem:
Dois exemplos de prefixo 27, e um de prefixo 29 (neste caso o preço vai ser definido consoante a quantidade que cada cliente levar).
Estes códigos não determinam origem. Para obter essa informação teremos que recorrer a outras coisas como a marca sanitária (no caso de serem produtos cárneos), ou a origem, no caso dos hortofrutículas.
Espero ter ajudado.
Beijos
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